O Espaço Crônica do M.D. - A tribo - mostra com exclusividade o que poderia ter sido manchete em 2007.
Secessão! Nãããooo!!!!!!
Era meio de ano, mas não de qualquer ano. Era meio de 2007. Até aí tudo igual. Igual não, ora. Foi em 2007 que a Apple lançou o iPhone, objeto de primeira necessidade entre os jovens. Também foi neste ano que as nossas preces foram atendidas e o You Tube finalmente foi traduzido para a língua portuguesa. Já deu para sentir que 2007 foi mesmo um ano super importante. Mas não quero falar dos avanços tecnológicos que salvaram as nossas vidas da obscuridade. Quero contar de um fato isolado que nunca constou nas páginas do Jornal do Comércio. Ou seja, o que me traz a este relato é o dia em que o mundo parou, ou melhor, acabou! Como vêem, coisa boba e isolada.
Foi numa tarde que tudo aconteceu. Rosejara encarnara o papel do anjo proclamador e com voz de trombeta, na realidade soou à clarinete, leu a resolução que separava quem iria ao inferno ou ao céu. Não disse, foi o fim do mundo. Estávamos no meio de um manifeste e as pessoas se vestiram a caráter, tinta e cartolina. Não à separação! Separar por quê? Porque nós, que acabáramos de nascer coletivamente, precisávamos aprender a andar e a crescer. É duro andar e crescer. Eu, como tinha sido menino bonzinho, fui ao céu. Cheguei lá e já quis voltar. Bagunça arretada!
Mas, enfim, o tumulto todo foi mesmo no dia da trombeta. Vi meus amigos chorando como crianças, outros subindo em cadeirinhas brancas em sinal de um último apelo, um grito de desespero. Nada. Estava feito e precisávamos aceitar o armargedom. Então, um último abraço nos que foram para outros aconchegos (A, B, C, D, E ou F), uma última lágrima, a que rolou mais quente, um último adeus e um último chingamento à gestão, porque ninguém é de ferro!
Na saída do galpão (barra) pátio onde tinham se desenrolado os dramas nossos, vi anjos deitando na avenida do sol. Os anjos não tinham asas e eram parentes de Juany, detalhe! Meu Deus, esses meninos vão atropelar um carro, foi o que pensei meio assustado. Não aconteceu, os carros foram precavidos. Enfim, foi a tarde mais emblemática de meio de ano que já vivi. E ainda hoje, nem acredito que estive presente no dia em que o mundo acabou dentro do meu paraíso particular.
Deyvson Pereira.
Larissa Camila.
E atenção, galera da tribo, o dia do livro está chegando (27/02) e nós estamos preparando uma super homenagem ao nosso companheiro de todas as horas. Não fique de fora!